“Reparte teu pão da vida comigo, querido Senhor, como tu repartiste os pães à beira-mar”. – Mary A. Lathbury
As pessoas precisavam saber que, embora o pão material tivesse sido dado por Deus para satisfazer a fome física, a Palavra de Deus era o alimento mais importante. A experiência diária de notar a diferença entre fome e satisfação, o contraste entre pessoas desnutridas e bem-nutridas, deve ser imediatamente transmitida a um filho do Deus vivo, para que reconheça a existência de paralelo espiritual, o qual é vital para a vida eterna. As palavras de vida que Jesus pronunciou naquela época, registradas em João, ajustam-se a tudo o que havia sido ensinado anteriormente.
Aqui o Messias, a segunda pessoa da Trindade, dava a conhecer que viera para cumprir todas as promessas a ser, Ele próprio, o Pão da Vida. O que Ele dizia era parte do todo da Palavra de Deus que deve continuar a ser o pão diário para a fome espiritual. Quando vamos ao Pão da Vida, Jesus, continuamos a ser alimentados por “tudo o que procede da boca do Senhor” (Deuteronômio 8.3) em sua Palavra escrita. Ela está à mão para ser amassada de forma sobrenatural. Os ingredientes necessários para fortalecimento e socorro contínuos já foram misturados. Ela já foi preparada. Há muito tempo? Sim, mas continua fresca a cada dia.
Veja Isaías 55.2, 3: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá”.
Que forma maravilhosa de nos dar uma sacudidela! Estamos correndo o risco de gastar dinheiro e tempo em algo que não é o Pão da Vida e, não só isso, que está ajudando a destruir, de alguma forma, a Palavra de Deus, levando-nos a abrir mão do que Ele misturou nela com sua sabedoria, conhecimento, entendimento e amor perfeitos? Ele a preparou para sua família e para os hóspedes que são convidados a “provar e ver”. Será que trabalhamos com afinco todas as horas de uma semana, de um mês ou de um ano para adquirir bens materiais ou intelectuais que podem diminuir nosso suprimento do pão verdadeiro e a possibilidade de compartilhá-lo com alguém?
A admoestação está aí como também o convite premente: “Coma aquilo que é bom”. O resultado de uma alimentação assim é um prazer – e, maravilha das maravilhas, sem dinheiro e sem preço. Por quê? Porque o preço já foi pago por esse fantástico suprimento de pão fresco diário, como também a proposta de ir a Ele, que é o Pão da Vida.
“Declarou-lhe, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”. (João 6.35)
“Eu sou o pão que desceu do céu”. – Jesus Cristo
por Edith Schaeffer








